Teu
sofrimento pede a mim algo que não posso lhe dar
Tuas
lagrimas me conduzem a um universo sem fim
E sem
forças para lutar eu apenas me entrego
Me perco
no meio do nada,
O pavor
toma conta da minha mente
Não sinto
mais o chão, nem mesmo o ar
O buraco
negro me consome
Seus
gritos cada vez mais altos
Suas
lagrimas ainda mais constantes
Me
atordoam e me torturam ate o fim
Meu orgulho
cai por terra e percebo que nada sou
A
escuridão recebe a presença do sol
O
silencio intenso abafa seus gritos
O calor
da manha me desperta de um sonho
E ao fim
de todo sofrimento, sinto falta dessa amarga ficção
E em um
profundo suspiro sofro por tua alma energúmena
Então
deito sobre seu leito
Peço,
desejo, imploro ouvir
A canção
da chuva misturada com tua amarga voz
Sonho em
sair ao ar livre
Molhar um
pouco o corpo
E pela
eternidade ser condenada

Nenhum comentário:
Postar um comentário