sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Doce Prisão

Tua voz me atinge como um imenso tornado
Teu sofrimento pede a mim algo que não posso lhe dar
Tuas lagrimas me conduzem a um universo sem fim
E sem forças para lutar eu apenas me entrego

Me perco no meio do nada,
O pavor toma conta da minha mente
Não sinto mais o chão, nem mesmo o ar
O buraco negro me consome

Seus gritos cada vez mais altos
Suas lagrimas ainda mais constantes
Me atordoam e me torturam ate o fim
Meu orgulho cai por terra e percebo que nada sou

A escuridão recebe a presença do sol
O silencio intenso abafa seus gritos
O calor da manha me desperta de um sonho
E ao fim de todo sofrimento, sinto falta dessa amarga ficção

E em um profundo suspiro sofro por tua alma energúmena
Então deito sobre seu leito
Peço, desejo, imploro ouvir
A canção da chuva misturada com tua amarga voz

Sonho em sair ao ar livre
Molhar um pouco o corpo
E pela eternidade ser condenada 
A ficar presa nessa doce prisão



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