quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Greve dos professores continua

 por Amanda Paula, Quarta, 17 de Agosto de 2011 às 18:29.

No dia 16 de agosto de 2011, na ultima terça feira, professores da rede pública do estado de Minas Gerais se reuniram em frente à assembléia legislativa em Belo Horizonte para decidir o rumo da greve que teve inicio no dia 8 de junho para pedir o cumprimento da lei que estabelece um piso salarial para a categoria. A paralisação foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).A Lei do Piso foi sancionada em 2008 e determinou que nenhum professor da rede pública com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais pode ganhar menos do que R$ 950. O valor do piso corrigido para 2011 é R$ 1.187. Minas Gerais paga hoje o Piso de R$ 369,00 que, de acordo com pesquisa da CNTE, é considerado o pior Piso Salarial dos 27 estados brasileiros. 
A direção do Sind-UTE/MG apresentou à categoria a posição do Governo de Minas, que se reuniu pela manhã de terça feira (16) no Ministério Público Estadual (MPE) - o governo manteve a proposta de subsídio e nega discutir a política de vencimento básico. Nenhuma proposta sobre o Piso Salarial foi apresentada.
Cerca de 7 mil professores votaram no patio da assembléia e com um resultado praticamente unânime foi decidido que a greve continua por tempo indeterminado já deixando agendado a nova assembléia estadual para a próxima quinta-feira (24/8), as 14h, no pátio da ALMG.
Após a votação, professores, membros dos sindicatos, alunos e pais (que estavam presentes na assembléia apoiando a greve dos educadores) saíram em caminhada por volta das 17h30min, em direção ao cruzamento da Avenida Amazonas com a Avenida do Contorno, uma das principais de Belo Horizonte. O trânsito ficou  interrompido por mais ou menos duas horas e os motoristas tiveram que manter a calma e aguardar, alguns tentaram passar pela barreira humana formada pelos protestantes, o que foi uma atitude em vão já que o numero de pessoas bloqueando a passagem era alto e o risco de acidentes também.
A greve já completou seus  70 dias e a preocupação com a reposição das aulas só aumenta, ficamos então aguardando um desfeche rápido e eficaz para mais um episodio lamentável do Brasil.












“É uma teimosia e um descaso dos gestores em  não cumprir essa lei, o que caracteriza falta de respeito com o educador. Prefeitos e governadores estão ensinando a população a desrespeitar a lei quando não cumprem ou buscam subterfúgios para não cumprir”,  presidente da CNTE, Roberto Leão.

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